sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Trainspotting - Respire Fundo

O que comprimiu a imensidão do ser humano em um átomo de existência?

Não acredito que haja comunicação sincera a maior parte do tempo entre você e sua consciência.

Seus relacionamentos, seu poder criativo, o dom de viver livremente foram reduzidos a uma nova linguagem, um novo comportamento e uma nova desculpa.

Fomos infectados pelo vírus do inevitável. Sou pesquisador a procuro da vacina.
Não tenho CRM, DRT, CQD, nem a PQP.
Os fracassos justificam as atitudes.

O lúdico abandonou o espaço terrestre e ganhou os verdes campos cibernéticos.
O que restou dessa inteligência periférica confundiu sua cabeça.

O imaginário, o extraordinário, o subversivo foram exilados e é com dificuldade que mandam sinais, involuntário a você, que tomam conta da situação e dão sinal de sua existência independente e co-existente. Esta é a essência.

E este é você.
Sufocado, tampado, poro a poro.

[...]

A vida mal vivida que deixamos nos filmes antes dormir.
Quantos pensamentos subestimaram e confundiram o teu livro não escrito?
Quanto temos escondido debaixo do travesseiro que como dente-de-leite somem uma noite em troca de pouco dinheiro?


Libertário!

A vida é cheia de cheiros, sensações e nortes.
Que sopre o suave vento que dá origem a vida pela Terra por uma revolução em seu caráter mais sublime e utópico.
Como as águas do mar Báltico mergulham em si mesmas, eu mergulho em ti.
Como a força dos ventos que se procuram e se reúnem em ciclones e furacões, que esta seja a força da verdade.

Há dignidade em viver diariamente, um dia após outro... e outro...
Sem limites.