Um homem dá sinal para que o ónibus pare. O motorista freia em cima, abre a porta e enquanto acelera em ponto morto o homem pergunta: "É circular?" O motorista responde "Até a meia noite" com um sorriso estranho no rosto "Depois a gente vai para a garagem onde os carros dormem, se quiser ir para lá com a gente…" O homem sobe, não fala nada, senta no banco dos deficientes - ele que não tinha nenhuma deficiência aparente - olha pela janela, despede-se acenando com a mão mas ninguém lhe retribui com aplauso. Ele vê as multidões andando pela rua como rastros de luzes e cores. Ele vê as multidões paradas como Felini um dia viu. O calor é insuportável, a poluição cola na pele e escorre com o suor. Sem que o homem possa evitar um sono profundo lhe sequestra a alma.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
To entendendo... Fala mais!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Um dia desses eu voltei de Campos do Jordão
eu assino a saudade
salsaretti eu soluto
salvo engano
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Feliz Aniversário!

Não se esqueça daqueles que te ajudaram chegar
não se esqueça do que passou e de onde veio
não se culpe pelos erros que já se perdou
não ligue para os números que não decorou
nem espere que as ligações sejam as mesmas
não espere pelo salário no final do mês
nem pela compreensão
nem por um sinal
Não espere na fila
Vá de bike
Suba a montanha
Tire fotos
Ache um bom motivo para descansar
Receba pessoas em casa
Carregue o necessário e o que te prende
Não pense demais
21 de Maio 2009
José Guimarães Junior completa 75 anos.
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www.flickr.com/guimadoc
A história não acabou.
domingo, 3 de maio de 2009
Centésimo e centésimos.
Eu torcia para não me perder em meio aos olhares e você se contorcia com a multidão de comentários e sugestões daqueles que nunca se arrriscaram. Ou olharam para dentro de si. E nem mesmo para um amor.
"Amor".
Esperavam ouvir da minha boca, mas minha boca cala e fala muito mais quando busca respostas no teu silêncio e na minha razão.
O amor tudo espera e tudo suporta.
E... o tempo!?
O tempo acordou ao seu lado em acordo contigo sem discordar dos meus sentimentos.
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Centésimos post.
Centésimos de segundo, (click) só com estes que fico.
terça-feira, 7 de abril de 2009
O que o homem plantar isso colherá
Desta vez, em minha companhia, uma câmera fotografica, uma filmadora e muita expectativa.
Finalmente iria viver um dia na vida dos Quaresma.
Cinquenta e dois anos, Alcimar é Mazinho, ex-ferroviário. Ana Lúcia é mamãe.
Já Talita é filha, Anderson, filho, Hellen, filha, Adilson, filho, Ana Júlia, filha, Rafael, filho, Lilian, Jéssica, Daine, Rachel, Monique, filhas, José, Gabriel, entre outros, filhos... Uma relação enorme de uma família que consquistou a guarda de 34 filhos adotivos em 22 anos.
Crianças que foram um dia abandonadas por seus pais biológicos e que estavam fadas a solidão de orfanatos hoje vivem em harmonia em um lugar que transpira amor e organização.
Vi muitas atitudes estranhas ali. Estranhas a mim, um ser humano, comum. Aprendendo a viver um dia de cada vez, achei muitas lições entre adultos e crianças. Pontos referenciais de fé, sobrevivência e vida.
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adotivos e três biológicos
quinta-feira, 12 de março de 2009
[ ]'s
Talvez seja esta a verdade absoluta que todos queriam - comprovada por puro empirismo. Ora quem aqui acredita se respeitar ao máximo, mantendo sempre, integridade física, emocional e intelectual intacta o tempo todo?
- Ahn... Alguém?
Da mesma forma, não respeitamos aos outros como mereceriam, não oferecemos mais do acreditamos que merecereçam. Somos juizes carascos deles e algozes de nós mesmos.
[selah]
Mesmo assim - ou vez ou outra - me arrisco em pequenas atitudes fora do comum, além daquilo que faria normalmente.
Banguela! Vunerabilidade é assim, pura banguela.
Tiro o pé do freio por alguns instantes, espero a colisão, de peito aberto, oferço a cabeça a prêmio e cara a tapa, no pior dos casos, a soco.Livre para viver intensamente as agreções do dia-a-dia sem revidar. Vunerabilidade levada ao extremo, ao ponto de ser subversiva: capaz de transformar o ambiente, reverter a história, receber e enviar, trocar, unir e deixar como esta. Fazia tempo que eu não economizava tanto combustível assim.
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Neste verão de 2009 caminho pela serra subindo e descendo as ladeiras na banguela.
Muito feliz pela retomada de velhas práticas em um novo modelo.
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terça-feira, 10 de março de 2009
falando aos poucos
quarta-feira, 4 de março de 2009
definições
"eu tenho a impressão, às vezes, que a sua conversa é sempre um desafio, travestido de uma certa sinceridade ou objetividade subjetiva".
Como responder a isso?
"Não obstante, creio que não mas receio que sim.
Quieta, Camila! (rs.)"
Camila Hungria, jornalista da revista MAXIM, gosta de escrever discursos feministas e pura baixaria em seu blog.
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camilaficaquieta.blogspot.com
segunda-feira, 2 de março de 2009
Mais um hipocrita vacilão em uma vida egoísta e sem emoção de classe média.
Olho para os lados e não sou diferente.
Sou mais um incomodado acomodado que assiste de perto esta lentidão prolongada e continua que nos atropela todo dia e só deixa parte de mim.
Vivemos lutando contra a possibilidade de um coração amortecido pela queda, contra a piada sem graça e batida da vida, contra essa esperança indigna de uma solução só no sobrehumano... Mas esta, já opera e habita entre nós.
Nós da voz de Gabriel [querendo traduzir um sentimento em palavras, uma razão em texto e a falta de razões em atitude]
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
De que serve a bondade
Se os bons são imediatamente liquidados, ou são liquidados
Aqueles para os quais eles são bons?
De que serve a liberdade
Se os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão
Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam?
Em vez de serem apenas bons, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor: que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!
Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio."
Bertold Brecht
domingo, 4 de janeiro de 2009
Livro: Os Subterrâneos - Jack Kerouac
"a minha incapacidade de ser gentil e humano e normal ao mesmo tempo"
"estava interessada [...] não em vagabundos grandalhões paranóicos de navios estrada de ferro e romances cheios daquele ódio que em mim é tão evidente para mim e portanto para os outros também - embora e por dez anos mais moça que eu e não vendo nenhuma das minhas qualidades que aliás estavam muito enterradas sob anos de drogas e vontade de morrer e desisitir, desistir de tudo esquecer de tudo, morrer na estrela escura - fui eu quem esticou a mão, não ela - ah, o tempo."
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Diário de um cão
Moral da história: "Amigos, a solução não é abandonar um cão na rua mas sim educá-lo. Não transformem em problema, tão grata companhia. Ajudem a abrir a consciência dos ignorantes e, assim, poder acabar com os maus tratos aos animais, especialmente com o problema de cães de rua."
Obrigado José Guimarães Junior por sua companhia.
www.flickr.com/guimadoc
http://www.guimadoc.wordpress.com.br/
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
breve biografia triste
Tomei os primeiros socos aos quatro, cinco anos, e aos sete, já tinha sido surrado por garotos com o dobro da minha idade inúmeras vezes.
Quando tive chance, perguntei ao meu pai sobre a injustiça. Ele disse para eu me acostumar, andar entre os babacas da turma, ler e estudar, ser alguém na vida, prestar atenção na aula e não ligar para o que eles diziam.
Mas eles vinham para cima. Por qualquer motivo e sem motivo. E quando pareciam ter, não tinham. Brigavam pela posse da bola, pelo respeito do grupo, pelas garotas e acertos de contas na cantina.
Quando se vê uma briga iniciada não se sabe quem começou. Quem está em uma, não quer mais saber, só pensa em uma coisa: não posso apanhar.
Nós nos batíamos até chorar, até perceber o quanto estávamos errados, até ter vergonha de nós mesmo e não ter mais como voltar atrás. Suados e exaustos.
Lembro também que nos apaixonávamos. Era raro, ingênuo e verdadeiro.
Aos amigos a gente conta estas coisas.
Eu sou aquele garoto. Quinze anos depois, fui pego batendo forte em um inocente.
Quando se atropela não adianta pedir desculpas, corre-se para o hospital. Quando é tarde demais pede-se desculpas e vai embora. Ora por noites de paz.
Volto para a sala de aula de onde nunca deveria ter saido. Sentado na primeira carteira, calado, sem saber o destino da inocente.
_________ um filme: Feliz Natal,
um soco: no ego,
uma ritalina: só se for para pedir perdão ________
Cego, não ouvi nada e atirei.
Atirei e acertei em quem estava mais perto, sem perceber que vinha desarmar.
Ela me olhou dentro dos olhos e disse coisas sem sentido.
Eu não ouvia nem meus pensamentos.
“Este gatilho quem armou fui eu” ecova entre os ouvidos.
Não existem cumplices.
Não há com quem dividir este peso.
Não existem argumentos que apaguem a culpa.
Tarde demais para enterrar as balas em lugar seguro.
Só minha.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Convicted Of Life
Impressionante como posso encontrar a melancolia mais profunda de forma tão instantânea. Os incentivos não são muitos, mas não me faltam. Sobreviver a esta dor é fácil quando ligo o piloto automático. Ridículo me torno quando faço isso.
Prefiro a dor por completo. Prefiro que se conheça, saiba seu nome, endereço e que se despessa acenando, para nunca mais.
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Quando o convidado é inoportuno e insiste em ficar é preciso assumir uma postura.
Aceitar o fato de que ele abre a geladeira, decide os canais da tevê, dorme no sofá e ronca não me parece a melhor delas. Corri para as páginas amarelas à procura de um especialista. Achei o SEEC (eles pronunciam 'sic'), Serviço Especializado em Expulsar Convidado. Inúmeros foram os atendentes que me disseram "seu problema não é tão grave", "as coisas melhorarão se tentar uma conversa franca", "é preciso um pouco de paciência", "assiste de camarote, ele vai se cansar da mesmice e irá embora". Talvez eles tivessem razão, talvez faltasse um pouco de jogo de cintura e eloqüência da minha parte. Tomei coragem (cinco doses de cachaça) e resolvi encará-lo para uma conversa séria. Desliguei a tevê e sentei frente a ele.
Para romper o silêncio, sem som e cheio de rúidos, tivemos uma longa conversa. Já nem me lembro o teor do que foi dito mas me parecia claro e resolvido, iríamos ter tudo como era antes. Sai de lá convicto de que aquele tinha sido um passo e tanto para mim, quanto para ele que prometeu pegar suas coisas e ir embora pela manhã, bem cedo.
Foi por conta do alívio que senti? Durmi dias. Quando acordei o quarto infestado de luz branca iluminava o interior que outrora as janelas pareciam evitar. Meus olhos secos me carregaram até o espelho do banheiro onde a água limpa parecia não refrescar, foi neste esforço que olhei para mim mesmo. Precisava de um banho, urgente. Caminhei até a sala. Ele não estava lá, em nenhum canto da casa. Preparei um belo café da manhã com torradas, geléia, ovos, suco de laranja, iogurte e granola. Mais um dia de sol, mais um dia de trabalho.
Procurei por todos os lados minha valise, as chaves do carro e carteira. O maldito levou tudo com ele.
A burocracia para obter uma nova identidade. Em que banco depositar meu dinheiro? Que destino tomou meu carro?
Pensei em ligar para o trabalho e explicar a situação, mas quem acreditaria numa história dessas. Acho que nestas horas reparamos que estamos sós. Pensei em um amigo que pudesse resolver isso ou pararia para ajudar. Quem pararia? Qual marmanjo ligaria para os pais? Essa idéia nem me passou pela cabeça. O que é a polícia e no que podem ajudar?
Pense.
Fechei todas as janelas.
Quem sabe ele não queira voltar e tomar conta da casa também?
Fiquei atrás da porta à espreita. Comi toda as conservas, latas de atum e tomei todo o pó de café estocados na dispensa.
Contaram a luz e a água.
Depois de dias de silêncio ouvi um barulho no corredor. Pelo olho mágico vi que estava do outro lado da porta, quase ouvia sua respiração, do lado de cada levantava o machado quase sem força. Com o molho de chaves nas mãos, procurava a chave certa. Rompi a porta em uma chance. Acertei o convidado e não fiquei para ver se suportou o golpe. Não sei onde está o carro que me guiava, a conta em que depositava meu dinheiro e a identidade que guardava na carteira.
Tenho tudo novo.
Tudo novo de novo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Life Project
30 e 31 de Novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
POD - Youth of Brazil
Já perdi o ponto e fiz viagens de ida e volta ouvindo estes caras. Trilha sonora das paisagens mais atemporais, que fazem o passado cair muito bem no presente. Louco pelo barulho da propulsão quando se despede do chão, olho para a Terra, um ponto azul no universo. Saudades de meus amigos Glauber e Guga que não puderam comparecer a esta rotina natural pelo espaço. Nadando sobre a multidão observando o Satélite, vago pela lua com alegria, sabendo que não é assim todo dia.
Registro de um homem que vagou ao redor da lua.
21:50 - 25/Nov/2008 (São Paulo - Brasil, GMT -3 hrs)
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POD - Satellite
I wonder how clear it must look from there to here
No obstruction, this selfish corruption
All in this atmosphere
No fear, less tears, only time to catch my breath
I fail to inhale
Your love constricts my chest
Confusion blinded me, mental and physically
And it's because of you that now I can see
So now I can run.
I follow the Son and ride on to Zion
And dance this last song of freedom
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
TDA - Tenho Diversas Alternativas
Lutou para manter com o que tinha, mas não tinha e o vento a levou...
Rita Lina
Pense com cuidado sobre as coisas que precisam de tempo, sem respostas imediatas e sem garantia nenhuma de nada. Pretendo hoje me surpreender ao máximo. O que posso desejar mais pra mim e pra você?
Domingo, 4 de Maio de 2008
MMC - Minha Máxima Culpa
Enganoso é o coração do homem e demasiadamente corrupto.
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Pequeno Poema Didático
O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.
A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa.
Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre…
Todas as horas são horas extremas!
Mário Quintana
Resumo de conversas, percepções e uma vivência em companhia surprendente e agradável
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Round 3 - Fight!
Depois de ontem...
I'll stay in time and watch you pass by
I'll draw this line and hope you'll take my side
You shouldn't have to fight alone
It's nobody's battle but your own
{Alexisonfire - To A Friend}
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