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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

101110

Um homem dá sinal para que o ónibus pare. O motorista freia em cima, abre a porta e enquanto acelera em ponto morto o homem pergunta: "É circular?" O motorista responde "Até a meia noite" com um sorriso estranho no rosto "Depois a gente vai para a garagem onde os carros dormem, se quiser ir para lá com a gente…" O homem sobe, não fala nada, senta no banco dos deficientes - ele que não tinha nenhuma deficiência aparente - olha pela janela, despede-se acenando com a mão mas ninguém lhe retribui com aplauso. Ele vê as multidões andando pela rua como rastros de luzes e cores. Ele vê as multidões paradas como Felini um dia viu. O calor é insuportável, a poluição cola na pele e escorre com o suor. Sem que o homem possa evitar um sono profundo lhe sequestra a alma.

To entendendo... Fala mais!


Sabe a diferença entre eu e um louco?
É que eu não sou louco.

Sabe a diferença entre eu e um surrealista?
É que eu sou surrealista.

Salvador Dalí


-
Foto (ao centro): Meu pai, 47.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um dia desses eu voltei de Campos do Jordão

eu assumo a sumidade
eu assino a saudade
salsaretti eu soluto
salvo engano
só suponho
sabe somos
servo sal
salvo sou
sem astuto

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Feliz Aniversário!


Não se esqueça daqueles que te ajudaram chegar
não se esqueça do que passou e de onde veio
não se culpe pelos erros que já se perdou
não ligue para os números que não decorou
nem espere que as ligações sejam as mesmas
não espere pelo salário no final do mês
nem pela compreensão
nem por um sinal
Não espere na fila
Vá de bike
Suba a montanha
Tire fotos
Ache um bom motivo para descansar
Receba pessoas em casa
Carregue o necessário e o que te prende
Não pense demais

21 de Maio 2009

José Guimarães Junior completa 75 anos.
-
www.flickr.com/guimadoc
A história não acabou.



domingo, 3 de maio de 2009

Centésimo e centésimos.

Esperavam de mim. Esperavam de você.

Eu torcia para não me perder em meio aos olhares e você se contorcia com a multidão de comentários e sugestões daqueles que nunca se arrriscaram. Ou olharam para dentro de si. E nem mesmo para um amor.

"Amor".

Esperavam ouvir da minha boca, mas minha boca cala e fala muito mais quando busca respostas no teu silêncio e na minha razão.

O amor tudo espera e tudo suporta.

E... o tempo!?

O tempo acordou ao seu lado em acordo contigo sem discordar dos meus sentimentos.

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Centésimos post.
Centésimos de segundo, (click) só com estes que fico.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O que o homem plantar isso colherá

Sai de São Paulo dia 06, segunda-feira, em uma curta expedição rumo a Atibaia.
Desta vez, em minha companhia, uma câmera fotografica, uma filmadora e muita expectativa.


Finalmente iria viver um dia na vida dos Quaresma.

Cinquenta e dois anos, Alcimar é Mazinho, ex-ferroviário. Ana Lúcia é mamãe.
Já Talita é filha, Anderson, filho, Hellen, filha, Adilson, filho, Ana Júlia, filha, Rafael, filho, Lilian, Jéssica, Daine, Rachel, Monique, filhas, José, Gabriel, entre outros, filhos...
Uma relação enorme de uma família que consquistou a guarda de 34 filhos adotivos em 22 anos.

Crianças que foram um dia abandonadas por seus pais biológicos e que estavam fadas a solidão de orfanatos hoje vivem em harmonia em um lugar que transpira amor e organização.


Vi muitas atitudes estranhas ali. Estranhas a mim, um ser humano, comum. Aprendendo a viver um dia de cada vez, achei muitas lições entre adultos e crianças. Pontos referenciais de fé, sobrevivência e vida.
Emocionante só de pensar.
-

Alcimar Quaresma pai de 34 filhos
adotivos e três biológicos

quinta-feira, 12 de março de 2009

[ ]'s

“Ninguém se respeita”.

Talvez seja esta a verdade absoluta que todos queriam - comprovada por puro empirismo. Ora quem aqui acredita se respeitar ao máximo, mantendo sempre, integridade física, emocional e intelectual intacta o tempo todo?

- Ahn... Alguém?

Da mesma forma, não respeitamos aos outros como mereceriam, não oferecemos mais do acreditamos que merecereçam. Somos juizes carascos deles e algozes de nós mesmos.

[selah]

Mesmo assim - ou vez ou outra - me arrisco em pequenas atitudes fora do comum, além daquilo que faria normalmente.

Banguela! Vunerabilidade é assim, pura banguela.

Tiro o pé do freio por alguns instantes, espero a colisão, de peito aberto, oferço a cabeça a prêmio e cara a tapa, no pior dos casos, a soco.

Livre para viver intensamente as agreções do dia-a-dia sem revidar. Vunerabilidade levada ao extremo, ao ponto de ser subversiva: capaz de transformar o ambiente, reverter a história, receber e enviar, trocar, unir e deixar como esta. Fazia tempo que eu não economizava tanto combustível assim.
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Neste verão de 2009 caminho pela serra subindo e descendo as ladeiras na banguela.
Muito feliz pela retomada de velhas práticas em um novo modelo.
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terça-feira, 10 de março de 2009

falando aos poucos

Hoje ela diria coisas. Mas que coisas ela diria se neste momento de silêncio vem falando muito dentro de mim? Falar por falar, falamos todos... Deixar ecoar é a arte de poucos e poucas. Raros. Sinto a necessidade de falar mas talvez o silêncio leve este recado através do tempo, através do amor e fuja da estátistica: mais solidão dum pensamento sem destino e sem sono.

quarta-feira, 4 de março de 2009

definições

Defini "ta facera" e ganhei de presente no 04 de Março de 2009 às 23:12 PM a seguinte definição sobre o meu discurso:

"eu tenho a impressão, às vezes, que a sua conversa é sempre um desafio, travestido de uma certa sinceridade ou objetividade subjetiva".

Como responder a isso?

"Não obstante, creio que não mas receio que sim.
Quieta, Camila! (rs.)"


Camila Hungria, jornalista da revista MAXIM, gosta de escrever discursos feministas e pura baixaria em seu blog.
-
camilaficaquieta.blogspot.com

segunda-feira, 2 de março de 2009


Mais um hipocrita vacilão em uma vida egoísta e sem emoção de classe média.
Olho para os lados e não sou diferente.
Sou mais um incomodado acomodado que assiste de perto esta lentidão prolongada e continua que nos atropela todo dia e só deixa parte de mim.
Vivemos lutando contra a possibilidade de um coração amortecido pela queda, contra a
piada sem graça e batida da vida, contra essa esperança indigna de uma solução só no sobrehumano... Mas esta, já opera e habita entre nós.

Nós da voz de
Gabriel [querendo traduzir um sentimento em palavras, uma razão em texto e a falta de razões em atitude]

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

De que serve a bondade

"De que serve a bondade
Se os bons são imediatamente liquidados, ou são liquidados
Aqueles para os quais eles são bons?

De que serve a liberdade
Se os livres têm que viver entre os não-livres?

De que serve a razão
Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam?

Em vez de serem apenas bons, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor: que a torne supérflua!

Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!

Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio."

Bertold Brecht

domingo, 4 de janeiro de 2009

Livro: Os Subterrâneos - Jack Kerouac

Li este final de semana. Deveria ter rabiscado o livro todo mais não o fiz. Fazia um tempo que ele tinha parado na prateleira e a culpada desse tipo literatura chegar as minha mãos é a Luana. Conforme for folheando as páginas e tiver paciência deixarei um registro de frases que me fizeram pensar em mim, em alguém e/ou em alguma coisa que não tem nome.

"a minha incapacidade de ser gentil e humano e normal ao mesmo tempo"

"estava interessada [...] não em vagabundos grandalhões paranóicos de navios estrada de ferro e romances cheios daquele ódio que em mim é tão evidente para mim e portanto para os outros também - embora e por dez anos mais moça que eu e não vendo nenhuma das minhas qualidades que aliás estavam muito enterradas sob anos de drogas e vontade de morrer e desisitir, desistir de tudo esquecer de tudo, morrer na estrela escura - fui eu quem esticou a mão, não ela - ah, o tempo."

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Diário de um cão

Guimarães, Guimarães... Um homem de memória e compromisso - características em extinção - mandou o texto que havia prometido sobre cachorros.

Moral da história: "Amigos, a solução não é abandonar um cão na rua mas sim educá-lo. Não transformem em problema, tão grata companhia. Ajudem a abrir a consciência dos ignorantes e, assim, poder acabar com os maus tratos aos animais, especialmente com o problema de cães de rua."

Obrigado José Guimarães Junior por sua companhia.

www.flickr.com/guimadoc
http://www.guimadoc.wordpress.com.br/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

breve biografia triste

Eu comecei apanhando.

Tomei os primeiros socos aos quatro, cinco anos, e aos sete, já tinha sido surrado por garotos com o dobro da minha idade inúmeras vezes.

Quando tive chance, perguntei ao meu pai sobre a injustiça. Ele disse para eu me acostumar, andar entre os babacas da turma, ler e estudar, ser alguém na vida, prestar atenção na aula e não ligar para o que eles diziam.

Mas eles vinham para cima. Por qualquer motivo e sem motivo. E quando pareciam ter, não tinham. Brigavam pela posse da bola, pelo respeito do grupo, pelas garotas e acertos de contas na cantina.

Quando se vê uma briga iniciada não se sabe quem começou.
Quem está em uma, não quer mais saber, só pensa em uma coisa: não posso apanhar.

Nós nos batíamos até chorar, até perceber o quanto estávamos errados, até ter vergonha de nós mesmo e não ter mais como voltar atrás. Suados e exaustos.

Lembro também que nos apaixonávamos. Era raro, ingênuo e verdadeiro.
Aos amigos a gente conta estas coisas.

Eu sou aquele garoto. Quinze anos depois, fui pego batendo forte em um inocente.


Quando se atropela não adianta pedir desculpas, corre-se para o hospital. Quando é tarde demais pede-se desculpas e vai embora. Ora por noites de paz.

Volto para a sala de aula de onde nunca deveria ter saido. Sentado na primeira carteira, calado, s
em saber o destino da inocente.


_________ um filme: Feliz Natal,
um soco: no ego,
uma ritalina: só se for para pedir perdão ________
-
Réu Confesso

Cego, não ouvi nada e atirei.
Atirei e acertei em quem estava mais perto, sem perceber que vinha desarmar.
Ela me olhou dentro dos olhos e disse coisas sem sentido.
Disse o que não conseguia ouvir.
Eu não ouvia nem meus pensamentos.
“Este gatilho quem armou fui eu” ecova entre os ouvidos.

Não existem cumplices.
Não há com quem dividir este peso.
Não existem argumentos que apaguem a culpa.
Tarde demais para enterrar as balas em lugar seguro.
A culpa é minha!
Só minha.
Preso, penso em Liberdade.
Liberdade!
Não em condicional.
Não há condicional.
O que faz o réu com o perdão da vítima?
O que faz o réu com o seu respeito?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Convicted Of Life

Impressionante como posso encontrar a melancolia mais profunda de forma tão instantânea. Os incentivos não são muitos, mas não me faltam. Sobreviver a esta dor é fácil quando ligo o piloto automático. Ridículo me torno quando faço isso.

Prefiro a dor por completo.
Prefiro que se conheça, saiba seu nome, endereço e que se despessa acenando, para nunca mais.

______________

Quando o convidado é inoportuno e insiste em ficar é preciso assumir uma postura.

Aceitar o fato de que ele abre a geladeira, decide os canais da tevê, dorme no sofá e ronca não me parece a melhor delas. Corri para as páginas amarelas à procura de um especialista. Achei o SEEC (eles pronunciam 'sic'), Serviço Especializado em Expulsar Convidado. Inúmeros foram os atendentes que me disseram "seu problema não é tão grave", "as coisas melhorarão se tentar uma conversa franca", "é preciso um pouco de paciência", "assiste de camarote, ele vai se cansar da mesmice e irá embora". Talvez eles tivessem razão, talvez faltasse um pouco de jogo de cintura e eloqüência da minha parte.
Tomei coragem (cinco doses de cachaça) e resolvi encará-lo para uma conversa séria. Desliguei a tevê e sentei frente a ele.

Para romper o silêncio, sem som e cheio de rúidos, tivemos uma longa conversa. Já nem me lembro o teor do que foi dito mas me parecia claro e resolvido, iríamos ter tudo como era antes. Sai de lá convicto de que aquele tinha sido um passo e tanto para mim, quanto para ele que prometeu pegar suas coisas e ir embora pela manhã, bem cedo.

Foi por conta do alívio que senti?
Durmi dias. Quando acordei o quarto infestado de luz branca iluminava o interior que outrora as janelas pareciam evitar. Meus olhos secos me carregaram até o espelho do banheiro onde a água limpa parecia não refrescar, foi neste esforço que olhei para mim mesmo. Precisava de um banho, urgente. Caminhei até a sala. Ele não estava lá, em nenhum canto da casa. Preparei um belo café da manhã com torradas, geléia, ovos, suco de laranja, iogurte e granola. Mais um dia de sol, mais um dia de trabalho.

Procurei por todos os lados minha valise, as chaves do carro e carteira.
O maldito levou tudo com ele.

A burocracia para obter uma nova identidade. Em que banco depositar meu dinheiro? Que destino tomou meu carro?

Pensei em ligar para o trabalho e explicar a situação, mas quem acreditaria numa história dessas. Acho que nestas horas reparamos que estamos sós. Pensei em um amigo que pudesse resolver isso ou pararia para ajudar. Quem pararia? Qual marmanjo ligaria para os pais? Essa idéia nem me passou pela cabeça. O que é a polícia e no que podem ajudar?

Pense.

Fechei todas as janelas.

Quem sabe ele não queira voltar e tomar conta da casa também?

Fiquei atrás da porta à espreita.
Comi toda as conservas, latas de atum e tomei todo o pó de café estocados na dispensa.

Contaram a luz e a água.

Depois de dias de silêncio ouvi um barulho no corredor. Pelo olho mágico vi que estava do outro lado da porta, quase ouvia sua respiração, do lado de cada levantava o machado quase sem força. Com o molho de chaves nas mãos, procurava a chave certa. Rompi a porta em uma chance. Acertei o convidado e não fiquei para ver se suportou o golpe. Não sei onde está o carro que me guiava, a conta em que depositava meu dinheiro e a identidade que guardava na carteira.

Tenho tudo novo.
Tudo novo de novo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Life Project


Este final de semana foi um tempo de visita a amigos e parentes que não tem o mesmo sangue. Vi tio Fabrício e Tia Vera, Glauber e sua esposa Aninha, Guga e Rê, Gordão, Filé e Dorinha.
Não posso nunca me esquecer do céu se abrindo durante a noite, de dormir vendo as estrelas, do papo com o Tio Fabrício, dos charutos e do vinho, do cheiro de citronela, dos sentimentos e idéias que ganham força e da parcela de vida que está ali. Não quero esquecer que isso existe, enquanto existo. Para não ter que recordar, carrego dentro de mim aquela casa, meus familiares e aquele lugar.
-
Sto Antonio do Pinhal
30 e 31 de Novembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

POD - Youth of Brazil

Já perdi o ponto e fiz viagens de ida e volta ouvindo estes caras. Trilha sonora das paisagens mais atemporais, que fazem o passado cair muito bem no presente. Louco pelo barulho da propulsão quando se despede do chão, olho para a Terra, um ponto azul no universo. Saudades de meus amigos Glauber e Guga que não puderam comparecer a esta rotina natural pelo espaço. Nadando sobre a multidão observando o Satélite, vago pela lua com alegria, sabendo que não é assim todo dia.

Registro de um homem que vagou ao redor da lua.
21:50 - 25/Nov/2008 (São Paulo - Brasil, GMT -3 hrs)

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POD - Satellite

I wonder how clear it must look from there to here
No obstruction, this selfish corruption
All in this atmosphere
No fear, less tears, only time to catch my breath
I fail to inhale
Your love constricts my chest
Confusion blinded me, mental and physically
And it's because of you that now I can see
So now I can run.
I follow the Son and ride on to Zion
And dance this last song of freedom

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

TDA - Tenho Diversas Alternativas

Esta árvore pelada e ressecada precisava de alimento para manter sua última flor.
Lutou para manter com o que tinha, mas não tinha e
o vento a levou...


[...]
Presto atenção nesta flor que passa, dança, vislumbro suas asas como a de uma borboleta que segue o rumo que for. Sinto o vento frio e o quente que trouxeram a chuva forte, com água que escorre e amolece o terreno ao meu redor. Arranco as raízes e corro atrás da flor e do vento - como criança que brindo a vida de mãos aos céus, caçador de pipas. Coração na boca e na ponta dos dedos. Voe! Sugerindo uma direção.
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Rita Lina
Pense com cuidado sobre as coisas que precisam de tempo, sem respostas imediatas e sem garantia nenhuma de nada. Pretendo hoje me surpreender ao máximo. O que posso desejar mais pra mim e pra você?


Domingo, 4 de Maio de 2008

MMC - Minha Máxima Culpa
Enganoso é o coração do homem e demasiadamente corrupto.


Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Pequeno Poema Didático


O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa.

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre…
Todas as horas são horas extremas!

Mário Quintana

Resumo de conversas, percepções e uma vivência em companhia surprendente e agradável



quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Round 3 - Fight!

Tenho um jeito diferente de ver e encarar as coisas. Criei caminhos para bons sentimentos, para maus pensamentos e acumulei bandas para todos os tipos de argumento.

Depois de ontem...

I'll stay in time and watch you pass by
I'll draw this line and hope you'll take my side
You shouldn't have to fight alone
It's nobody's battle but your own

{Alexisonfire - To A Friend}


...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Como se fizessêmos por merecer, como se merecêssemos alguma coisa, como se alguma coisa mudasse por aqui, como se por aqui mudassem as aparências, como se as aparências enganassem, como se enganam as aparências.

- Como?

[SiLêncio]

- Se nós dois fizessêmos por merecer...